fim do Cordel, alforria de Lirinha

em abril de 1997 um flyer grampeado em quadro de avisos da universidade me fez cabular a última aula para conferir no Teatro Barreto Júnior, no Pina, o espetáculo teatral Cordel do Fogo Encantado, que derivaria a banda de mesmo nome. ontem, entre ruminações pelos bares Central, Frontal e Iraq, a notícia de que Lirinha saíra do Cordel era tomada sem surpresa e recebia comentário curto e recifense: “já foi tarde”. a anedota desconcerta, mas indica que havia algo errado.

a platéia daquela noite de 1997 não chegava a cem pessoas, vários amigos dos integrantes e meia dúzia de curiosos que leram “cordel” e se interessaram, como eu e uma amiga de Pedra, cidade próxima a Arcoverde. encontrando por acaso uns conhecidos ela soube que Lirinha era primo de Fulano e Clayton tocava e cantava no barzinho Tal. subiram ao palco, introdução soturna, abafada, noite de tempestade em chão de terreiro, explosões em sequência, poesias extensas, cordéis também, gente cuspindo fogo, um boi artesanal, não sei se de arame ou de vime, deliramos todos. então subimos à coxia, Lirinha sorrindo, cansado, lamparina acesa desde o Alto do Cruzeiro, Clayton já com ares de estrela, não lembro de Emerson, era um clima de festa de interior e nada anunciava as multidões dos anos seguintes.

no primeiro formato o Cordel era como capoeira de Angola, radical no sentido estrito, envolvente e difícil, sem a portabilidade de uma banda itinerante. o espetáculo de 1997 foi reduzido, alterado, modificado, desmantelado e forjado em grupo musical antes do RecBeat antológico de 1999, na rua da Moeda mais efervescente que já se viu. se a banda era herdeira de Naná Vasconcelos e do Nação Zumbi de Chico Science, o grupo anterior estava mais próximo de Zé Celso e Moncho Rodriguez, mas brejeiramente e por acaso. se a banda era ótima, o espetáculo teatral era… encantador.

em Recife é comum o fastio provinciano com a repetição. não basta ser bom, tem de ser novo. já se disse o mesmo de Lenine e Nação Zumbi, expatriados há tempos. não penso assim. ser novo não implica ser bom e vice-versa. gostava do Cordel e não faço anedota, mas não lamento o fim porque guardo identificação com o potencial dramático ofuscado pelos tambores, algo que Lirinha já parecia buscar no projeto Mercadorias e Futuro e que agora, alforriado, pode explorar melhor. talvez o Cordel nem termine, o Nação Zumbi resistiu à perda de Chico Science. do meu canto, guardo a impressão – e a esperança – de que Lirinha pode ser o herdeiro simbólico de Zé Celso e ir além, muito além daquela noite pinense em que o cordel pegou fogo e se encantou para não mais voltar.

Imagens: Cordel do Fogo Encantado (divulgação) e Mercadorias e Futuro (divulgação), via RecBeat Produções.

dos amigos #38

“Para nós, os antigos amigos são a recordação de um fracasso em que também participámos. Por isso hesitamos tanto na distribuição de culpas.”

Pedro Lomba

fonte: Criativemo-nos (Margarida Pereira)

fazer o bem porque é bom ou porque faz bem?

historinha.

certa vez, a mãe de um colega da sexta série pôs o menino de castigo por traquinagens na escola. o colega era meu amigo, deixou de sê-lo ao voltar às aulas. o motivo da birra é que eu teria dedurado o cara. nunca o fiz, não havia motivo, todo moleque é traquinas, eu era, mas quem iria duvidar da própria mãe em favor de um amigo? além disso, se a traquinagem fosse coisa grave, que prejudicasse terceiros, eu teria dedurado ou não?

casos assim põem em xeque nosso conceito de integridade. vale a pena ser justo? vale a pena agir corretamente? vale a pena ser honesto e falar a verdade? o que é ser correto, afinal? dizer a verdade só é bom quando faz bem ou quando faz mal também é bom?

é infelizmente comum eliminar os argumentos de um inocente útil capaz de receber a culpa para fazer com que algo errado se torne certo, algo como uma queima de arquivo em praça pública. foi meu papel na historinha acima e já ocorreu outras vezes, até recentemente. já fui bode expiatório de histórias em que nem participei. quando o único prejudicado era eu, aguentei calado para proteger os outros.

muita gente acusa a ética de ser formal ou surreal esquecendo que na base da ética moderna está a noção de que homem nenhum pode ser tomado como meio, apenas como fim (ao menos segundo Kant). em outras palavras, todo mundo conta, todos os argumentos contam, todas as versões contam.

dizer a verdade é uma condição inevitável quando o propósito é proteger o bem ou é sempre certo? existe um suposto direito de mentir (ou ocultar) por amor à humanidade ou não existe isso e Kant estava certo?

quando se condena alguém ao silêncio se está negando a própria responsabilidade sobre a manutenção do bem. é evidente que pode ser mais confortável deixar a injustiça impune, racionalizar que um crime eventual pode estar a serviço da solução de outros problemas, que sacrifícios podem parecer necessários, que é melhor não fazer fofoca e ficar calado. difícil é dizer isso quando o sacrificado não sabe o que está se passando.

denunciar a mentira é o mesmo que fazer fofoca? quando a denúncia assume aspecto de vindicação, de picuinha, é menos denúncia?

nas últimas semanas acompanho o seriado 24 e a cada episódio esse tipo de questionamento retorna. vale a pena jogar limpo quando todo mundo joga sujo ao seu redor? para os protagonistas do seriado a resposta é não, os resultados é que contam. quando vejo os absurdos, não deixo de pensar que, por mais que seja difícil arcar com as consequências de ser honesto, não me resta outra alternativa senão expor os maus. o problema é quando você mesmo é contado entre os maus, o que não raro acontece quando o tema em questão é delicado.

vale a pena se manter íntegro? vale a pena expor a verdade e denunciar a injustiça? vale. sempre vale. infelizmente, integridade dói e custa muito, muito caro. porque ser íntegro não é cuidar do próprio umbigo e deixar o mundo explodir, ser íntegro é fazer o que deve ser feito, proteger quem deve ser protegido, guardar o que deve ser guardado e atacar quem deve ser atacado. os critérios para uma coisa e outra são discutíveis porque somos todos egoístas, mas há um dado que pode esclarecer o agir correto, é quando você não recebe recompensa por ter feito o que achava justo, quando você não é o beneficiário da ação, até quando se vê agredido pelos desdobramentos.

agir corretamente, ainda que sob o ranço da injustiça, não é coisa muito clara. mais de um milhão e meio de pessoas acha que “bonzinho só se fode“. será que vale a pena agir certo e ser crucificado por isso?

a jornalista e política Clare Boothe Luce é conhecida pelo aforismo “nenhuma boa ação sai impune”. às vezes é preciso se queimar pra tirar da fogueira quem não merece estar nela. às vezes quem foi salvo da fogueira não reconhece o gesto e acusa quem agiu. é errado dizer a verdade quando o problema não é da sua conta? quando o problema é de alguém com quem você se importa, ainda é certo dizer a verdade ou é apenas fofoca? você denunciaria a traição de um amigo? a traição da esposa ou esposo de um amigo, denunciaria? o que é traição, afinal? com certeza já se viu diante de situações semelhantes. o que fez? conte aí, quero saber.

imagem: casa el purgatori, por Scott Clark

festa pra um

uns descobrindo a entrada, eu procurando a saída.

Feliz Ano Novo!

O ano novo começou há tempos, pra mim começou desde outubro, pelo menos, mas só tomou jeito quando veio o carnaval.

A folia passou, mas o carnaval como estado de espírito ainda está longe de acabar aqui em casa.

Estive em Olinda muito mais vezes do que o esperado, graças às meninas dos meus olhos. Obrigado :)

Estive no Recife Antigo menos vezes do que o esperado, valeu a pena mesmo assim.

Não bebi uma gota de álcool neste carnaval e me diverti mais que nos outros. Ótimo sinal.

MELHOR BLOCO DE OLINDA

O bloco “Eu acho é pouco” é o melhor de Olinda. Aceito controvérsias.

Começa assim:

Emenda assim:

Acompanhar o “Eu acho é pouco” descendo a ladeira molhada bem junto ao dragão é coisa pra cabra macho (e doido).

COISAS QUE VOCÊ DESCOBRE LADEIRA A LADEIRA

Descobri que sou monogâmico demais para o carnaval de Olinda, coisa da idade ou efeito das boas companhias.

Após o carnaval também descobri, ora vejam, que nunca na vida fui cafajeste, o mea culpa era confusão semântica. Ufa!

Olinda é surpreendente. Antes, o beijo forçado era um problema. Hoje, certas meninas parecem ensandecidas. Que jeito, né?

A rua do MAC é blasée; a praça dos Quatro Cantos é festiva; a rua do Bonfim é lotada. Escolha a sua.

Descobri que o carnaval pode curar casos graves de depressão e expor mentirosos patológicos.

ENQUANTO ISSO, NO RECIFE ANTIGO…

Alceu Valença repete o espetáculo no Marco Zero há anos. Duvido que seja por tradição.

Elba Ramalho foi uma grata surpresa, não esperava tanto, gostei demais.

O Quinteto Violado é a melhor banda de Pernambuco.

Repito: O QUINTETO VIOLADO É A MELHOR BANDA DE PERNAMBUCO!

Antônio Nóbrega se apresentou sem passistas na Praça do Arsenal da Marinha, o que pode ter motivado a demora no início do espetáculo. Uma pena. Durante a apresentação formou-se uma roda de frevo no meio do público. Entre os passistas anônimos havia ao menos três profissionais, negócio fantástico. Infelizmente não encontrei vídeos da roda de frevo, mas ponho um trecho daquele momento do espetáculo (áudio de baixa qualidade):

MELHOR MOMENTO DA FOLIA INTEIRA

Um garoto de não mais que oito anos de idade, chorando assustado e empurrando sua bicicleta, tentava subir uma das ladeiras que atravessava a rua do Bonfim (a rua mais lotada da folia). Vários anônimos ajudaram o menino, abrindo caminho na multidão. Gentileza e solidariedade Original Olinda Style.

IDÉIA PARA O PRÓXIMO CARNAVAL

Levarei meu Android para a folia no ano que vem, devidamente preso a um cabo de aço, para transmitir as imagens ao vivo pela internet (via Ustream ou Justin.tv). Pensei fazer isso esse ano, mas não havia cabo de aço pra prender o brinquedo. Fico devendo. Podem cobrar.

MELHOR MÚSICA DA FOLIA INTEIRA

Todo ano alguma música marca meu carnaval. Anos atrás foi Madeira que cupim não rói, de Capiba. No carnaval anterior (2008, estava doente em 2009) foi a versão de Antônio Nóbrega para João e Maria, de Chico Buarque e Sivuca. Este ano, a música que marcou o carnaval foi Último Regresso, de Getúlio Cavalcanti. Taí o vídeo, com letra, pra você cantar junto. Abraço forte e, agora que a folia passou, feliz ano novo pra você também!

Último regresso
(Getúlio Cavalcanti)

Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus pra nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir:

Não deixe não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver
O dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil

seu lugar

Prolegômenos – Parte 3/4

Joguei a isca, agora vou direto ao ponto: é você quem dá forma ao mundo e não o contrário.

Don Quijote, por Jules David, 1888

Miguel de Cervantes escreveu Don Quijote de La Mancha para criticar os exageros do ilusório no imaginário espanhol. Contemporâneo de Descartes e Galileu, seu tempo era o da paixão pelo conhecimento que fertilizava a Europa. Os romances de cavalaria eram caricaturas de um mundo arcaico, perdido em ilusões e aspirações da grandeza vazia da tradição, mas Cervantes desenhou tão bem sua caricatura que a imagem do sonhador errante e pouco destro assumiu não apenas os desejos inertes do povo espanhol, mas dominou o imaginário de várias gerações de sonhadores que, não satisfeitos com a vida cientificista, entre esquadros, buscam outro mundo.

No ensaio “L’heritage décrié de Cervantes”, presente na coletânea L’art du roman, o escritor Milan Kundera atesta essa capacidade do romance cervantino de recuperar uma natureza humana ofuscada, abafada pela racionalidade européia. Há outros exemplos. Gustave Flaubert descreveu tão bem o romantismo inconsequente de Emma Bovary que produziu um avatar para gerações inteiras de mocinhas pudicas (e outras nem tanto), exemplo utilizado por Freud em considerações sobre a histeria. Ivan Karamázov assumiu a representação afetiva dos leitores de um mundo em busca de maiores liberdades civis quando o propósito de Dostoiévski era enaltecer a tradição cristã na figura casta e ingênua de Alíocha. O excerto “O grande inquisidor” e o ridículo funeral do stáriets Zózima são os trechos mais conhecidos da obra.

Foi preciso a psicanálise para demonstrar que a todo raciocínio corresponde um afeto, mas desde o Quixote está claro que o mundo apenas racional não existe e, se assim o fosse, outro mundo seria inventado. A depender de nosso amor pela fantasia, a razão pode ser suprimida até quase sumir. Num contexto assim, importa pouco se estamos ou não certos (voltarei a esse tema, de que a certeza é fruto de consenso e não um dado a priori), mais importante é perceber que os afetos guiam nossas escolhas e podem orientar nosso sucesso ou nossa ruína.

A pessoa com medo decide em função do quanto pode se prejudicar. Um passado doloroso, uma vida doentia, problemas pendentes e não resolvidos, metas difíceis de alcançar, amor próprio em frangalhos, o medo como tempero e veneno de seu trabalho, de seus relacionamentos, de seu humor, de seu amor. Não vê esperança, não vê saída, não perdoa ninguém nem perdoa a si mesma, apenas o medo insuportável e intransigente dança no salão. Você reconhece facilmente pessoas assim, são aquelas que se recusam a sonhar por mais de alguns minutos, como o Coelho Branco que vive num mundo de fantasia mas não faz outra coisa além de olhar o relógio e reclamar sua vida em atraso.

O protagonista de Memória de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez, reconhece em sua obsessão pela ordem e pelo controle as compensações para a desordem de seu espírito, um mundo à parte que construiu para se esconder e de onde foge ao longo da narrativa através da criação de um outro sonho, mais livre. Não é casual a inspiração de Gabo na obra A casa das belas adormecidas, de Yasunari Kawabata, escritor japonês capaz de fazer do texto um desenho de cenários abertos e inconclusos, que nos convidam a criar também. Reconstruir o mundo é a sina de todo sonhador, com sorte um mundo mais colorido e aberto, mais adequado às flores que aos espinhos, um mundo inexato, pois sonhadores exatos, e medrosos, não raro calham ser os piores tiranos.

Agora pense nos quixotescos, como eu. Não somos sempre brincalhões ou risonhos, temos dias difíceis, temos receio de escolhas erradas, temos pressa também, somos coelhos de Alice muitas vezes, mas em tudo paira uma espécie de segurança que não se consegue explicar. É a segurança da busca, da sede. Gostar mais da flecha que do alvo é nosso princípio. Ser flecha e não alvo é nossa natureza. Erramos muito, erramos demais, mas nosso “errar” não é só o da falha, da incompetência, é também o errar do errante, de quem busca a esmo, à deriva, mas busca sempre. O quixotesco nem sempre acerta, mas quando acerta o faz melhor que os outros. “Les temps sont durs pour les rêveurs”, nem por isso nossa vida é ruim.

Não há copo sem observador porque o todo é maior do que as partes, o copo é mais do que o vidro porque é você quem vê um copo, ou dois, ou nenhum. Em cada um de nós existe um lugar, no espaço e no tempo, que desperta ou acolhe essa criação de sentido. Um lugar que já recebeu muitos nomes. Já foi khora (Platão), inefável (Plotino), númeno (Kant), negativo (Hegel), falta (Freud/Lacan), vazio originário (Heidegger), nada (Sartre), a lista é longa. Os colegas de filosofia estão querendo me matar, agora, mas devem entender que não estou alinhando conceitos diferentes (igualar a khora ao negativo ou ao vazio originário seria, no mínimo, ridículo), mas falando de um modo de ser em relação ao que falta. Seja pelo atendimento ao desejo, seja por um movimento do Espírito em direção ao Absoluto, seja por uma necessidade inevitável de construir sentido, existe em nós um modo de ser que nos projeta para algo que ainda não é, uma disposição à criatividade.

Criar é inevitável, para o bem e para o mal. Se há um lugar, há criação. Assuma seu lugar. Aproprie-se dele. É você quem dá forma ao mundo e não o contrário. Mantenha sua integridade. Reconheça o valor de suas escolhas, de seus “erros” e “acertos”, e assuma sua existência, não tanto para guiá-la ordenadamente e acertar sempre o alvo, acertar é importante, mas viver é mais que acertar, é estar disposto a cruzar o tempo e cortar o espaço durante o voo em que se resume a vida curta da flecha.

Imagens:

“Don Quijote”, Jules David, 1888

“FEAR II”, Mentos18

“Arrows”, M i x y

Seja gentil neste carnaval

Há quem entre na folia pra brincar.
Há quem entre na folia pra purgar as dores.
Carnaval não é para dores.
Carnaval é para amores!
Se não é de brincar, aproveite e descanse.
Pulando na rua ou debruçado na escrivaninha, lembre que o carnaval sempre volta.
É sempre tempo.
Seja sadio.
Seja paciente.
Seja bondoso.
Seja gentil.
Com os outros também.
Antes, no entanto, seja gentil consigo mesmo.
Cante bonito a marcha do seu bloco que a turma acompanha.
Por quê?
Ora!
Porque…

José Datrino, o Profeta Gentileza

gravura: José Datrino, o "Profeta Gentileza"

copos de vidro

Quero falar de criatividade, mas antes vamos fazer um exercício que termina com uma pergunta boba.

Imagine um copo de vidro, sua função é ser preenchido. Água, fluido de bateria, areia, confetes, não importa, um copo de vidro é sempre um copo de vidro, ter seu vazio preenchido é parte de sua natureza. Agora imagine dois copos de vidro, idênticos. Um deles você preenche até a borda com o mesmo vidro de que foi feito, o outro você quebra em pedaços minúsculos. Estes copos ainda são copos?

A pergunta é boba, é claro que não há mais copos, só vidro. O primeiro virou um peso de papel; o segundo, um amontoado de cacos. É comum seguir com “para onde foi o copo?” ou “de onde surgiu?”. A mim interessa entender por que surgiu e se foi.

Vai pensando aí.

posto que é chama…

porque, às vezes, o que começa bem termina de outro jeito.

p.s.: acabou-se o mimimi. mãos à obra!

em obras

aproveito o início das férias para organizar a casa. não repare a bagunça.